Posts Tagged ‘Dicas’

Teclado II

sábado, maio 15th, 2010

Teclado Roland

FAZENDO INTRODUÇÕES PARA MÚSICAS

A música vai começar, toda a Igreja aguarda em silêncio. Uma das cantoras fala recita algum versículo que tem a ver com a música, e espera que o grupo de louvor inicie a música. Você (o tecladista) olha pro lado e vê o baterista batendo 1, 2, 3, e se lembra que não foi ensaiada NENHUMA introdução. E agora, o que fazer?

O momento da introdução de uma música é bastante importante. Primeiro porque é quando se mostra para toda a igreja qual o tom da música a ser cantada, e qual o ritmo a ser seguido. Segundo, porque indica o momento exato para todos entrarem cantando juntos ao mesmo tempo. E terceiro, porque cria um clima para a música.

O mais importante é que a introdução tenha sido ensaiada, preferencialmente com o restante do grupo. Se isso aconteceu, ótimo, não preciso mais falar nada.

Mas, se por acaso não foi feito nenhum ensaio, e nada pôde ser feito em termos de introdução da música, entra em ação a Introdução Básica, ou, o Basicão.

É importante entendermos os tipos de basicão, que ao contrário do nome, podem ser bem complicados.

1- Tipo “O I grau”.

O Basicão dos basicões. Simplesmente toca-se o acorde tônico da música, e todos começam a cantar. Nada mais simples, nada mais eficiente.

2- Tipo “4 Compassos com I e V”.

O basicão incrementado. Toca-se o primeiro grau do tom por dois compassos, e se segura o V grau por mais dois compassos. Serve só para fixar o tom e o ritmo. Mas já salvou muita gente na hora do desespero.

3- Tipo “4 primeiros compassos”

Esse é o mais usado. O grupo toca os primeiros 4 compassos como se música fosse playback, e ao fim do trecho, o vocal entra. Só repare na necessidade dos últimos tempos do 4º compasso terem o V grau do tom, para preparar a entrada na música.

Ex: “Aclame ao Senhor”  ( 1º compasso // 2º compasso // … )

Intro: A   //  E  //  F#m  E // D  E // A_ Meu Jesus…

4- Tipo “O fim da música.”

Toda música quando chega ao fim abre a possibilidade para que se volte ao início. Pensando nisso, uma introdução boa seria tocar os 4 últimos compassos da música, e todos sentiriam o momento de começar a cantar. O problema é lembrar dos últimos compassos da música na hora H.

Ex: “Aclame ao Senhor”  ( 1º compasso // 2º compasso // … )

Trecho “Incomparáveis…”

F#m  E // D  E // A  // E   -> A … Meu Jesus

5- O passeio pela escala

Não estamos preocupados em tocar o começo da música nem o fim dela. Queremos nossa própria sequência de acordes. Partimos do grau tônico, fazemos um passeio pelos graus do tom e, no fim do 4º ou 8º ou 12º compasso (depende do tamanho da introdução…) damos um acorde de preparação ( V ) chamando o início da parte vocal.

O perigo é esquecer de combinar com os outros instrumentistas os acordes, e tudo ficar uma salada de acordes. Ou então ninguém entender o momento exato para começar a cantar. Nessa caso, voltamos ao 1º tipo.

O mais importante mesmo é ensaiar e combinar o que fazer na introdução. Mas, se algo der errado, já sabemos como agir.

Abraços!

0
Tags: , ,
Posted in Dicas |

Teclado – I

segunda-feira, outubro 5th, 2009

Teclado Roland

Começo aqui uma série de alguns posts sobre teclado, um dos instrumentos mais versáteis que usamos dentro da Igreja.

Esse material foi compilado para o Acampamento de Música da Divisão de São Paulo, e pode ser utilizado livremente, desde que a fonte seja citada.

Abraços!

- – -

TOCAR EM GRUPO X TOCAR SOZINHO

Muitas vezes o tecladista se depara com a seguinte situação: é o único músico presente na Igreja. Não necessariamente porque todos os outros não têm compromisso, mas principalmente porque o teclado é um instrumento muito útil em situações bastante diferentes, sendo em muitos lugares o único instrumento existente.

Ao mesmo tempo vemos em algumas Igrejas grupos bastante completos, com guitarras, violões, baixos, baterias, e outros instrumentos.  Nesses casos, qual o papel reservado para o tecladista? Com certeza não é o mesmo de quando ele é apenas um músico solitário.

Duas situações completamente diferentes, que requerem do tecladista um cuidado especial e atenção a alguns itens que listo a seguir:


Quando está tocando sozinho:

- O teclado é a base da música. É preciso se manter em alturas médias e graves, para sustentar a harmonia.

Nada de querer fazer solos bonitos ou querer tocar nas oitavas superiores do teclado. Sendo o único instrumento, é preciso manter a base para que as pessoas não percam o tom da música.

- Evite tocar a melodia o tempo todo.

Levando em consideração que as pessoas estão cantando a música, temos duas linhas musicais diferentes. A melodia de quem canta e o acompanhamento de quem toca. Tocar só a melodia não produzirá harmonias interessantes.

- Dê os acordes precisos e sem muitas notas dissonantes.

Sabe aquele acorde de Dó com 9ª e 7 ª maior, que mistura uma sexta dissonante e que dialoga com o baixo em terça (algo assim: C 9, 7+, 6 / E)? Esqueça. Quando tocamos sozinhos precisamos tocar simples, e deixar claro pra quem canta qual a base melódica. Alguma dissonância ainda pode ser utilizada, mas sem exageros.

- Evitar muito contratempo e síncope.

Na mesma linha do parágrafo anterior, sincopar demais a música pode, mais uma vez, deixar a congregação confusa em relação ao ritmo da música. Você está tocando sozinho, não esqueça.

- Manter sempre a mão esquerda presente, com precisão (baixos).

Um acorde completo precisa da mão esquerda bastante definida. Não deixe a mão esquerda solta, sem precisão. Os acordes precisam estar firmes, no momento certo.

Quando está tocando em Grupo:

- Se houver contrabaixo, não “competir” com o baixo do teclado (mão esquerda)

Aqui a situação é completamente diferente. Alguém está responsável pela base da música e esse alguém é o contrabaixista. Deixe que ele comande esse setor, e não faça com que a mão esquerda do teclado entre em conflito com o que o contrabaixo está fazendo. No máximo tente tocar a mesma coisa que o contrabaixo, sem muitos exageros. É preciso entender que a função do teclado aqui passa a ser outra, e não mais de base.

- Respeitar o momento de solo dos outros instrumentos.

É tão bom poder tocar a melodia, inventar em cima dos outro instrumentos ou mesmo solar. Mas é preciso ter consciência de que um solo é, como o nome diz, o momento de um único instrumento. Os outros abaixam seu som e apenas fazem a cama para o solista. O tecladista precisa também entender isso, e saber o momento certo de tocar e de ficar em “stand by”.

- Saber o momento certo de tocar. Se o grupo estiver completo, não é preciso tocar em todo o tempo.

Muito parecido com o anterior, o tecladista não precisa tocar o tempo todo quando o grupo está completo. Aliás, a música se valoriza quando executada apenas nos momentos certos, e não ao tempo todo.

- Não competir com guitarra nos timbres parecidos. Valorizar o timbre de piano.

Existem alguns timbres que “competem” com a guitarra quando ela está tocando junto. Nesses casos penso que o timbre de piano precisa ser valorizado.

- “Casar” o ritmo tocado com o ritmo dos outros instrumentos.

Valsa não combina com Soul. Isso é claro, mas nem sempre. A bateria e o baixo vão determinar o ritmo (se estiverem dialogando) e não adianta competir com eles. Como diz o ditado, se não pode contra eles, junte-se a eles. O ritmo tem que ser o mesmo. Rock é rock, soul é soul, levada é levada. Não misture as coisas, porque fica estranho.

- Combine os acordes

A vantagem de tocar sozinho é que você escolhe os acordes que vai fazer e pronto. Mas em grupo a coisa muda, e é necessário se tocar a mesma harmonia, para que não soe estranho o som de acordes completamente diferentes.

Ao fim de tudo as palavras centrais são: bom senso, espírito de equipe e simplicidade. Isso resume o que quis dizer. Até a próxima!

1