FAZENDO INTRODUÇÕES PARA MÚSICAS
A música vai começar, toda a Igreja aguarda em silêncio. Uma das cantoras fala recita algum versículo que tem a ver com a música, e espera que o grupo de louvor inicie a música. Você (o tecladista) olha pro lado e vê o baterista batendo 1, 2, 3, e se lembra que não foi ensaiada NENHUMA introdução. E agora, o que fazer?
O momento da introdução de uma música é bastante importante. Primeiro porque é quando se mostra para toda a igreja qual o tom da música a ser cantada, e qual o ritmo a ser seguido. Segundo, porque indica o momento exato para todos entrarem cantando juntos ao mesmo tempo. E terceiro, porque cria um clima para a música.
O mais importante é que a introdução tenha sido ensaiada, preferencialmente com o restante do grupo. Se isso aconteceu, ótimo, não preciso mais falar nada.
Mas, se por acaso não foi feito nenhum ensaio, e nada pôde ser feito em termos de introdução da música, entra em ação a Introdução Básica, ou, o Basicão.
É importante entendermos os tipos de basicão, que ao contrário do nome, podem ser bem complicados.
1- Tipo “O I grau”.
O Basicão dos basicões. Simplesmente toca-se o acorde tônico da música, e todos começam a cantar. Nada mais simples, nada mais eficiente.
2- Tipo “4 Compassos com I e V”.
O basicão incrementado. Toca-se o primeiro grau do tom por dois compassos, e se segura o V grau por mais dois compassos. Serve só para fixar o tom e o ritmo. Mas já salvou muita gente na hora do desespero.
3- Tipo “4 primeiros compassos”
Esse é o mais usado. O grupo toca os primeiros 4 compassos como se música fosse playback, e ao fim do trecho, o vocal entra. Só repare na necessidade dos últimos tempos do 4º compasso terem o V grau do tom, para preparar a entrada na música.
Ex: “Aclame ao Senhor” ( 1º compasso // 2º compasso // … )
Intro: A // E // F#m E // D E // A_ Meu Jesus…
4- Tipo “O fim da música.”
Toda música quando chega ao fim abre a possibilidade para que se volte ao início. Pensando nisso, uma introdução boa seria tocar os 4 últimos compassos da música, e todos sentiriam o momento de começar a cantar. O problema é lembrar dos últimos compassos da música na hora H.
Ex: “Aclame ao Senhor” ( 1º compasso // 2º compasso // … )
Trecho “Incomparáveis…”
F#m E // D E // A // E -> A … Meu Jesus
5- O passeio pela escala
Não estamos preocupados em tocar o começo da música nem o fim dela. Queremos nossa própria sequência de acordes. Partimos do grau tônico, fazemos um passeio pelos graus do tom e, no fim do 4º ou 8º ou 12º compasso (depende do tamanho da introdução…) damos um acorde de preparação ( V ) chamando o início da parte vocal.
O perigo é esquecer de combinar com os outros instrumentistas os acordes, e tudo ficar uma salada de acordes. Ou então ninguém entender o momento exato para começar a cantar. Nessa caso, voltamos ao 1º tipo.
—
O mais importante mesmo é ensaiar e combinar o que fazer na introdução. Mas, se algo der errado, já sabemos como agir.
Abraços!