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Teclado – I

segunda-feira, outubro 5th, 2009

Teclado Roland

Começo aqui uma série de alguns posts sobre teclado, um dos instrumentos mais versáteis que usamos dentro da Igreja.

Esse material foi compilado para o Acampamento de Música da Divisão de São Paulo, e pode ser utilizado livremente, desde que a fonte seja citada.

Abraços!

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TOCAR EM GRUPO X TOCAR SOZINHO

Muitas vezes o tecladista se depara com a seguinte situação: é o único músico presente na Igreja. Não necessariamente porque todos os outros não têm compromisso, mas principalmente porque o teclado é um instrumento muito útil em situações bastante diferentes, sendo em muitos lugares o único instrumento existente.

Ao mesmo tempo vemos em algumas Igrejas grupos bastante completos, com guitarras, violões, baixos, baterias, e outros instrumentos.  Nesses casos, qual o papel reservado para o tecladista? Com certeza não é o mesmo de quando ele é apenas um músico solitário.

Duas situações completamente diferentes, que requerem do tecladista um cuidado especial e atenção a alguns itens que listo a seguir:


Quando está tocando sozinho:

- O teclado é a base da música. É preciso se manter em alturas médias e graves, para sustentar a harmonia.

Nada de querer fazer solos bonitos ou querer tocar nas oitavas superiores do teclado. Sendo o único instrumento, é preciso manter a base para que as pessoas não percam o tom da música.

- Evite tocar a melodia o tempo todo.

Levando em consideração que as pessoas estão cantando a música, temos duas linhas musicais diferentes. A melodia de quem canta e o acompanhamento de quem toca. Tocar só a melodia não produzirá harmonias interessantes.

- Dê os acordes precisos e sem muitas notas dissonantes.

Sabe aquele acorde de Dó com 9ª e 7 ª maior, que mistura uma sexta dissonante e que dialoga com o baixo em terça (algo assim: C 9, 7+, 6 / E)? Esqueça. Quando tocamos sozinhos precisamos tocar simples, e deixar claro pra quem canta qual a base melódica. Alguma dissonância ainda pode ser utilizada, mas sem exageros.

- Evitar muito contratempo e síncope.

Na mesma linha do parágrafo anterior, sincopar demais a música pode, mais uma vez, deixar a congregação confusa em relação ao ritmo da música. Você está tocando sozinho, não esqueça.

- Manter sempre a mão esquerda presente, com precisão (baixos).

Um acorde completo precisa da mão esquerda bastante definida. Não deixe a mão esquerda solta, sem precisão. Os acordes precisam estar firmes, no momento certo.

Quando está tocando em Grupo:

- Se houver contrabaixo, não “competir” com o baixo do teclado (mão esquerda)

Aqui a situação é completamente diferente. Alguém está responsável pela base da música e esse alguém é o contrabaixista. Deixe que ele comande esse setor, e não faça com que a mão esquerda do teclado entre em conflito com o que o contrabaixo está fazendo. No máximo tente tocar a mesma coisa que o contrabaixo, sem muitos exageros. É preciso entender que a função do teclado aqui passa a ser outra, e não mais de base.

- Respeitar o momento de solo dos outros instrumentos.

É tão bom poder tocar a melodia, inventar em cima dos outro instrumentos ou mesmo solar. Mas é preciso ter consciência de que um solo é, como o nome diz, o momento de um único instrumento. Os outros abaixam seu som e apenas fazem a cama para o solista. O tecladista precisa também entender isso, e saber o momento certo de tocar e de ficar em “stand by”.

- Saber o momento certo de tocar. Se o grupo estiver completo, não é preciso tocar em todo o tempo.

Muito parecido com o anterior, o tecladista não precisa tocar o tempo todo quando o grupo está completo. Aliás, a música se valoriza quando executada apenas nos momentos certos, e não ao tempo todo.

- Não competir com guitarra nos timbres parecidos. Valorizar o timbre de piano.

Existem alguns timbres que “competem” com a guitarra quando ela está tocando junto. Nesses casos penso que o timbre de piano precisa ser valorizado.

- “Casar” o ritmo tocado com o ritmo dos outros instrumentos.

Valsa não combina com Soul. Isso é claro, mas nem sempre. A bateria e o baixo vão determinar o ritmo (se estiverem dialogando) e não adianta competir com eles. Como diz o ditado, se não pode contra eles, junte-se a eles. O ritmo tem que ser o mesmo. Rock é rock, soul é soul, levada é levada. Não misture as coisas, porque fica estranho.

- Combine os acordes

A vantagem de tocar sozinho é que você escolhe os acordes que vai fazer e pronto. Mas em grupo a coisa muda, e é necessário se tocar a mesma harmonia, para que não soe estranho o som de acordes completamente diferentes.

Ao fim de tudo as palavras centrais são: bom senso, espírito de equipe e simplicidade. Isso resume o que quis dizer. Até a próxima!

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